
Convocação à Igreja
“Seja corajoso! Vamos lutar com firmeza pelo nosso povo e pelas cidades do nosso Deus. E que seja feita a vontade de Deus, o SENHOR!”
(I Crónicas. 19:13)
Tempo de tomar uma posição
Estamos a viver dias difíceis em que todos ficamos perplexos vendo pessoas e famílias sendo totalmente despedaçadas pela frieza dos corações. Se olharmos do ponto de vista social, veremos com certeza que há responsabilidades sociais, mas há um lado espiritual que envolve este momento em que a destruição das pessoas aumenta. E ela não só aumenta por meio do poder bélico das nações, nem das armas que matam pelo mundo afora, mas também por causa do “terrorismo” que cresce e tira a paz das famílias. No entanto, a pior da violência é a aquela que tem entrado dentro das nossas casas, através da falta da centralidade de Deus nas nossas vidas, da falta de amor e do falso moralismo.
Ao constatarmos isso, temos que posicionar-nos, sabendo que Deus não abandonou a sua Igreja, mas requer dela um posicionamento. A Bíblia diz: “Pela bênção dos sinceros se exalta a cidade; mas pela boca dos ímpios é derrubada” (Provérbios. 11:11). Vejamos então alguns desses posicionamentos:
Em primeiro lugar, seja separado um momento de oração
Que em cada igreja, em cada casa, seja separado um momento de oração, e que este seja sistemático e não esporádico, pedindo paz e a bênção para a cidade, rejeitando totalmente o espírito de destruição que assola a nação.
Esta é a oração de Davi, pedindo paz para a cidade: “Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios” (Salmos 122:7). Devemos pedir ao Senhor que coloque um muro de protecção em volta de cada lar, e da Igreja. Por isso e mais do que nunca é importante que o povo de Deus da nossa nação se junte em oração, discernindo o tempo em que vivemos. O inimigo de nossa alma tenta intimidar-nos e destruir-nos, por isso é importante que a Igreja se levante como povo de Deus e com autoridade espiritual na cidade e na nação.
Precisamos acordar para este momento que é vital, pois enquanto as autoridades terrenas têm tentado impedir que os conflitos continuem, a autoridade instituída por Deus na terra, que é a Igreja do Senhor, tem por intermédio da oração e também de acções práticas o poder para impedir que esta destruição continue e aumente repreendendo e resistindo a esses principados.
Em segundo lugar, que haja arrependimento
É importante que haja arrependimento e que a Igreja peça perdão, pelo pecado e pelos actos de injustiça da nação, pois o pecado e a injustiça em qualquer nível leva à violência. Suplicamos a intervenção e a misericórdia de Deus. Clamemos ao Deus de paz, pela nossa casa, pela nossa rua, pelo nosso bairro, pela nossa cidade, pela nossa nação, pelas autoridades do nosso País, para que sobre eles venha sabedoria vinda do Senhor, lembrando que a oração do justo pode muito em seus efeitos. “… orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” Tiago 5.16.
Igreja,
O Senhor convoca-nos para este tempo especial de Campanha para que, em unidade e intercessão, juntos possamos curvar-nos com o rosto em terra e humilharmo-nos diante do nosso Deus para que Ele sare a nossa nação. Vamos atender a esta convocação do Senhor. Vamos posicionar-nos numa oração sincera para que nós e nossa família possamos experimentar a paz verdadeira.
Em Cristo nós somos autoridade. N’Ele somos a diferença. “….e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2Crónicas 7:14)
Que Deus vos abençoe, no Nome de Jesus.
Por uma nação coberta com oração;
Juntos para transformar Portugal!
Pr. Samuel Fernandes
Coordenador da assessoria de oração da Aliança Evangélica Portuguesa